sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Rafael Rubim e Liga Produção Cultural Ltda promove / Florianópolis abre turnê nacional Instrumental RS

Florianópolis abre turnê nacional Instrumental RS
Pata de Elefante, Quartchêto e Camerata Brasileira dividem o palco


24.02.10

Florianópolis abre a turnê nacional Instrumental RS no dia 03 de março(quarta-feira) com show triplo com destacadas bandas da música produzida no Rio Grande do Sul, marcada pela diversidade e qualidade.

Com patrocínio da Petrobras Cultural e da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, o evento acontece no Centro de Eventos da UFSC(Universidade Federal de SC), no auditório Garapuvu, no bairro Trindade, em Florianópolis, 20 h, sendo que no mesmo dia, às 16 h, acontece workshop. O show e o workshop tem entrada franca.

As bandas Pata de Elefante, Quartchêto e Camerata Brasileira são as atrações do projeto que visa mostrar, através da música,  características do estado vizinho. “Um uma viagem de sons, história, cultura, colonização e urbanidade, em sonoridades complexas e que traduzem a ausência de fronteiras culturais que forma o nosso caldo cultural”, diz Rafael Rubim, da equipe de produção do evento.

Ao longo da turnê está prevista a gravação de um CD em SMD, com tiragem de três mil cópias. As músicas serão disponibilizadas na internet para uso não comercial. Além de Florianópolis, os demais shows, todos em março, acontecem em Curitiba (05), Tatuí (07) Rio de Janeiro (09), Belo Horizonte (11) e Porto Alegre (17).

O Pata de Elefante se diferencia por fazer rock instrumental com ênfase nas melodias. São “canções instrumentais” que atingem em cheio ao público acostumado a ouvir música com vocal. Gabriel Guedes e Daniel Mossmann se revezam entre guitarra e baixo, imprimindo a dupla sonoridade característica do grupo, sustentada pela bateria de Gustavo Telles. Formada em 2002, a Pata de Elefante tem dois álbuns lançados, circula nos principais festivais independentes nacionais, já realizou turnês em todas as regiões do Brasil e é  considerada pela crítica especializada uma das melhores bandas de rock  do país. No show, o grupo mostra seu rock sem vocais, dançante e explosivo.  No fim de 2009 conquistou o VMB (MTV) na categoria Melhor Banda Instrumental e lançou o clipe de “Um olho no fósforo, outro na fagulha”. Está presente na caixa com 16 Cds recém lançada pelo Rumos Música, do Itaú Cultural, incluindo artistas e grupos do Uruguai, Argentina, Paraguai, Chile e Brasil. No Carnaval,  dia 14 de fevereiro, a banda se apresenta em Capina Grande, na Paraíba, durante o Encontro da Nova Consciência. O lançamento do terceiro disco esta previsto para abril e sairá  pelo projeto Álbum Virtual, da Trama e também  em formato físico.

Quartchêto é uma unanimidade e está conquistando o Brasil de Norte a Sul com seu som refinado e harmonioso, que mistura os diversos ritmos da música gaúcha ao jazz, num resultado contemporâneo e universal.  A formação inédita que inclui trombone, acordeão, violão e percussão, viaja com refinamento e bom humor por xotes, vanerões, chamamés, chacareras, milongas, rancheiras e bugios. O grupo aparece como destaque no documentário “O Milagre de Santa Luzia” e também está presente na caixa com 16 Cds que acaba de ser lançada pelo Rumos Música, do Itaú Cultural, incluindo artistas e grupos do Uruguai, Argentina, Paraguai, Chile e Brasil. Inovador, criativo, diversificado. Assim é o trabalho que o grupo vem produzindo ao longo dos anos. Segundo Hilton Vaccari, violonista e compositor, as músicas surgem de experimentações, ou seja, o grupo se reúne e vai tocando, criando, deixando a música fluir, se misturar. O som ímpar vem da união do acordeão e do trombone e da mistura de instrumentos com tantas nacionalidades: a percussão da África, o trombone da Alemanha, a gaita da Itália e o violão da Espanha.  Muitas apresentações e turnês marcam a carreira do grupo, que percorreu o país através do projeto Natura Musical e que acaba de lançar seu novo CD “Bah”.

Camerata Brasileira  tem oito anos de estrada. Enquanto a maioria dos conjuntos de choro aposta no purismo de uma suposta “originalidade”, os porto-alegrenses da Camerata Brasileira prosseguem com a sua estética sonora inquieta, responsável por dois elogiadíssimos CDs, centenas de shows no Brasil, participação em eventos musicais no exterior e muitos prêmios, entre outros feitos. Essa proposta criativa, definida por Moysés Lopes, um de seus fundadores, como um "grupo de música instrumental com pés no Brasil e ouvidos no mundo" tem nas origens do estilo apenas a base para um trabalho desafiador, no qual os ramos e frutos são tão fundamentais quanto a raiz. Samba, jazz, baião, maracatu, improvisação, experimentalismo e até psicodelia, além de uma “bossa” quase rock, meio acústica, meio elétrica. Pixinguinha, Hermeto Paschoal, Garoto, Hamilton de Holanda, Baden-Powell, Ariel Ramirez e Felix Luna, catalisados em releituras surpreendentes para clássicos e contemporâneos mas também nas composições próprias que estão aí para confundir os rótulos e dar a cara ao tapa, mas sem fugir da briga. Os resultados são imprevisíveis e resgatam a essência do choro, que antes de tudo é um híbrido sem fronteiras. “Não há como se ignorar que música brasileira tem suas bases na integração das sonoridades de pelo menos três continentes, já que “o samba é made in Brazil, o violão vem da Europa e os tambores são africanos”, salienta Moysés Lopes. Pura provocação, com todo o respeito.
Para 2010 a Camerata Brasileira está organizando sua primeira temporada européia aproveitando que foi selecionada pelo Instituto Cultural Hispânico Brasileiro para realizar uma série de shows na Espanha. A idéia é esticar a turnê por Portugal, França e Dinamarca.


Pampas

Índios Charruas e Minuanos, vagabundos do campo, changadores e gaudérios são os antecessores do povo do pampa gaúcho. Com a colonização dos Açorianos, em 1752, a cultura de fora se rende a cultura local, já diversificada com tantas influências. Logo todos fariam parte de um único povo, o gaúcho, cuja maneira de falar chegou de forma impressionante até nossos dias, contagiando também a música, os payadores e a poesia produzida no RS. Na capital, onde a população está ligada tanto ao Brasil quanto aos Estados Livres do Prata - ficção criada para celebrar socialmente a união entre Uruguai, Argentina e sul do Brasil - ouve-se Tom Jobim, Pixinguinha, João Gilberto, Nação Zumbi, Tom Zé e Tropicália mas também ouve-se Mercedes Sosa, Astor Piazzolla, Fito Paez, Jorge Drexler, Santórsola e Jorge Velázquez. Na literatura Fernando Pessoa e Jorge Amado dividem as prateleiras das livrarias com Alfonsina Storn e Julio Cortazar. Para o gaúcho os caminhos mais lógicos não são Rio de Janeiro e São Paulo mas, sim, Buenos Aires e Montevidéu, seja pela proximidade geográfica seja pela identidade cultural.

O Instrumental RS vem para mostrar essa peculiar característica do sul do Brasil, numa viagem de sons, história, cultura, colonização e urbanidade, em sonoridades complexas e que traduzem a ausência de fronteiras culturais que forma o nosso caldo cultural.

FICHA TÉCNICA – INSTRUMENTAL RS
Produção: Liga Produção Cultural Ltda
Produção Executiva Florianópolis: Rafael Rubim
Projeto Gráfico: Noz.Art
Direção Artística: Moyses Lopes


Apoio:
Universidade Federal de Santa Catarina
Hotel Slaviero Executive

Patrocínio: Petrobrás Cultural e Lei Federal de Incentivo à Cultura - Ministério da Cultura




 
 
Ricardo Macuco(Mtb/SC 01565)
RM.Alves Comunicação - www.rmalvescom.com.br
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